feridas

As feridas são muito comuns na prática médica. Elas podem ser agudas,  resultantes de traumas ou podem ser crônicas, originadas como conseqüência de agravamento de doenças de base com hipertensão arterial, diabetes ou insuficiência vascular periférica.

As feridas agudas são causadas predominantemente por traumas diretos. Elas podem ser classificas conforme o agente agressor em contusas, abrasivas, perfurantes, cortocontusas,  perfurocontusas, incisas e lacerantes.

Os feridas de partes moles podem ser divididas também em superficiais e profundas. As primeiras envolvem lesão de pele e tecido subcutâneo. Os ferimentos profundos acometem músculos, nervos, tendões, vasos sangüíneos, ossos e até vísceras.

O objetivo principal do tratamento das feridas é obter um bom resultado estético e funcional adequados. É necessário fazer uma limpeza exaustiva da mesma com soro, o debridamento de tecidos desvitalizados e a retirada de corpos estranhos que porventura possam estar presentes na ferida. Após a identificação das estruturas acometidas no ferimento, realiza-se o reparo das mesmas, partindo das lesões mais profundas para as superficiais.

Em lesões nas quais a perda cutânea local é suficientemente grande a ponto de não poderem ser fechada com a simples aproximação das borda, necessitamos de outros recursos táticos para a resolução do problema, como a utilização de retalhos ou enxertos de pele.

Os resultados finais do tratamento de feridas podem levar vários meses para se tornarem aparentes e, em alguns casos, pode levar anos, principalmente nas feridas crônicas.

A prática médica não é uma ciência exata. Apesar de serem esperados bons resultados no tratamento das feridas, não há garantias. Em algumas situações, pode não ser possível atingir ótimos resultados com um único tempo cirúrgico, sendo necessário outros procedimentos.